Automação de Processos
O que os números dizem sobre a automação nas PME portuguesas
28 de abril de 2026 · 4 min de leitura
Um estudo com 650 PME nacionais revela quanto tempo se perde todos os dias em tarefas repetitivas, e porque a automação já é prioridade de investimento para quase três em cada dez empresas.
Às vezes a melhor forma de perceber a dimensão de um problema é olhar para os números. O estudo "Digitalização das Empresas em Portugal", realizado pela GfK para a Cegid junto de 650 PME nacionais, dá uma fotografia bastante concreta da situação em 2025 e 2026.
O número que mais impressiona
69% das PME inquiridas admitem que gostariam de automatizar tarefas repetitivas, e essas tarefas ocupam, em média, cerca de cinco horas por dia por colaborador. Faça a conta numa equipa de apenas cinco pessoas: são potencialmente 25 horas por dia dedicadas a trabalho que podia ser automático. Mais de três dias úteis, todos os dias, perdidos em tarefas repetitivas.
Não é um tema marginal, já é prioridade
A automação surge como prioridade máxima de investimento para 28% das PME inquiridas. Mais de um terço das empresas coloca a IA e a automação, em conjunto, como principais prioridades de investimento. E 16% já usam IA diariamente, com destaque crescente para soluções baseadas em agentes inteligentes, o que confirma a tendência que já vimos a nível global.
O que isto significa na prática
Estes dados desfazem um mito comum, o de que a automação ainda não é para a maioria das PME. Os números mostram o contrário. A maioria já reconhece o problema e já colocou isto no topo da lista de prioridades. O que falta, tipicamente, não é vontade, é saber por onde começar e como medir o retorno antes de investir.
É exatamente esse o primeiro passo que trabalhamos com cada cliente: identificar de forma objetiva quais os processos que mais tempo consomem, antes de decidir o que automatizar primeiro.