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Automação de Processos

Quanto custa não automatizar? Os números que as PME evitam ver

1 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Calcular o custo de uma ferramenta de automação é simples. O que poucas PME calculam é quanto lhes custa não automatizar. Um guia com dados reais.

Quando se fala em automação de processos, a conversa começa quase sempre pelo custo da solução. Mas há outra pergunta que raramente aparece: quanto custa ficar parado?

Um estudo da McKinsey estima que os trabalhadores passam em média 19% do tempo a procurar e a reunir informação. No relatório Anatomy of Work da Asana, os colaboradores afirmam gastar até 60% do dia em tarefas que não fazem parte do trabalho principal: reuniões sem resultado, atualizações manuais e validações por email.

Numa empresa com 10 colaboradores, se cada um perder duas horas por dia em tarefas repetitivas, são 20 horas diárias. No final do ano, 4800 horas que podiam ter servido para crescer, criar e fechar negócio.

O problema está na perspetiva

Quando a pergunta é "quanto custa esta ferramenta?", o cérebro procura uma justificação. Quando a pergunta é "quanto nos está a custar não ter isto?", a resposta aparece sozinha.

Há custos diretos: o tempo que a equipa gasta em tarefas que um sistema faz em segundos. E há custos indiretos mais difíceis de ver. Erros em processos repetitivos. Atrasos na faturação. Contactos que ficam sem resposta. Relatórios que chegam tarde demais para servir de algo.

Num estudo da Smartsheet com mais de 1000 trabalhadores, 40% disseram perder pelo menos um quarto do dia de trabalho em tarefas manuais. Na maioria dos casos: copiar dados entre ferramentas, gerar ficheiros já gerados antes ou enviar emails de confirmação que podiam ser automáticos.

Os 3 custos que ninguém calcula

  • Custo do erro humano: processos repetitivos têm erros. Quanto custa corrigir uma fatura errada, um email enviado para a pessoa errada ou um relatório com dados incorretos?
  • Custo da lentidão: cada vez que um processo depende de aprovação manual, cria um ponto de espera. Em processos de venda, isso pode ser a diferença entre fechar e perder um cliente.
  • Custo da desmotivação: trabalho repetitivo desgasta as pessoas. A rotatividade tem custos reais: recrutamento, formação e perda de conhecimento.

Por onde começar

A automação de processos não precisa de começar pelo mais complexo. Os processos com melhor retorno são normalmente os mais simples: emissão de faturas, envio de confirmações, geração de relatórios e seguimento com clientes.

Nós ajudamos PME portuguesas a quantificar este custo antes de decidir. Sem compromisso.

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